Eu já estava há algum tempo sem escrever, mas... cá estou de volta. Nunca me preocupei com quem ou quantos irão ler, apenas escrevo, e esse gesto para mim é um grande desabafo, mas vamos lá:
"Na semana passada, mais precisamente na terça-feira, me senti um ser pequeno, um tremendo dum fracassado, onde parece que eu não estava acertando nada. Ali, a beira de um colapso nervoso, decidi agir. Chega de ficar esperando.
Mas, como agir? Se eu falo e não me ouvem, se explico e não me entendem, se desabafo e me ignoram?
Foi então que, se eu tivesse que tomar alguma atitude, que fosse pela maneira mais agressiva que tenho, um dom que agradeço a DEUS por ter me dado. Resolvi escrever, e escrever meu desabafo, arriscar tudo... ou nada. Depende da maneira que se olha.
Eu bem sei que minha maior arma é uma caneta, ou um teclado. rsrsrs. E meu maior trunfo é minha capacidade de escrever. Sem meias verdades, mas com discernimento, consegui ser claro, findar aquilo que tanto me angustiava, mas... poxa, arrisquei tudo, tudo do pouco que tenho. Não havia outra maneira.
Ao terminar meu desabafo, resolvi ler novamente, e cheguei à conclusão que não posso me defender acusando, ignorar um pedido de quem me atendeu, ficar de braços cruzados para quem me deu a mão.
Contudo, vale ressaltar que posso sim estender as mãos a quem sempre me apoiou, mas se regras a mim foram impostas, e eu as aceitei, também me reservo no direito de impor, atendo sim um pedido, não por compaixão, mas por sabedoria e justiça. O que não posso é acusar, mesmo sendo acusado. A melhor arma definitivamente não é o ataque, mas é a verdade. Oras, mas quem sou eu para ser o dono da verdade?
Ao passar algum tempo pensando, decidi que, ao relatar as minhas angústias a quem pode curá-las, instintivamente dei a essa pessoa o direito do julgamento. Eu arrisquei, mas em nenhum momento me senti corajoso, porque sou abstêmio do direito julgar, muito menos de culpar alguém, e ao contrário do que eu imaginava, e pouco tempo após, me veio à sentença. Glórias a DEUS, pois fui ouvido, porque não dizer julgado. E a sentença, pois quem diria, foi minha absolvição.
Eu sei que arrisquei quando resolvi agir e pôr tudo a perder, mas eu sempre tive a consciência que se eu agisse com coragem, de certo perderia. Pois a coragem é o impulso momentâneo dos ignorantes, pois não medem as conseqüências, mas ao agir com nobreza, fui exaltado, tomei o lugar que é meu por direito, que conquistei com honestidade e decência, e ao levar em consideração que eu poderia ter perdido, concluí que, se ganhei foi porque houve justiça, mas se perdesse, de certo me sentiria aliviado de estar me despedindo de um ambiente onde a nobreza não foi convidada para entrar.
9 de fevereiro de 2011
Agir com coragem ou com nobreza?
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