"Olhares tristes, perdidos, as vezes fixos em um ponto, seguem os movimentos, prá lá e pra cá. Enfim, sabe-se que se vê o que tanto os olhos procuram, será uma dolorosa tristeza, mas se não ver? Será uma tristeza sem fim.
De quem é a culpa de despedaçarem meus sonhos, minha vida, meu lar, minha família, que não eu mesmo? Quem me colocou aqui e toda minha família, e construiu sonhos impossíveis em cima de areia?
Todos somos culpados por cultivar "gente" como cultivamos lixo, pois o que não presta, jogamos a margem da sociedade, e algumas vezes fazemos cara de bons moços e tentamos reciclar algo.
O fato é que pessoas ainda são seres humanos, e não vou entrar no mérito de procurar culpados, pois culpados são pais que tem filhos sem a mínima condição de criar, governos que prometem, mas deixam a população cada vez mais burra ou fácil de manipular, e... enfim, todos temos nossas parcelas de culpa quando olhares perdidos procuram o pouco que tinham numa montanha de lixo que veio abaixo.
Ironicamente, é como se após anos e anos jogando a sujeira debaixo do tapete, inesperadamente, a sujeira aparece numa explosão de destruição e morte, mostrando para todos nós que poucos, muito poucos conseguem ser melhores que aquele caldo (chorume) que escorre da montanha de lixo que nós criamos e escondemos constantemente."
11 de abril de 2010
Mazelas...
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1 Comentário:
Sábias palavras!!!
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